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14 de setembro de 2012

Concursos de Monografia

 
CNPq
8º Prêmio "Construindo a Igualdade de Gênero"
Inscrições até 17 de setembro de 2012. Maiores informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br/igualdade.html
 
Escola de Administração Fazendária
Inscrições para diferentes categorias nos meses de setembro e outubro de 2012. Maiores informações: www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/premios/home-premios.htm
 
Centenário da Universidade Federal Fuminense (UFF) 
 
Ministério da Cultura
Concurso de Monografias sobre Direitos Autorais
Inscrições até 28 de novembro de 2012 pelo link: sistemas.cultura.gov.br/propostaweb/ . Maiores informações: www.cultura.gov.br/site/2012/07/31/concurso-anual-de-monografias-sobre-direitos-autorais/

Prêmio Franklin Delano Roosevelt de estudos sobre os EUA



A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil recebe até o dia 7 de outubro as inscrições de universitários brasileiros para o prêmio Franklin Delano Roosevelt de Estudos sobre os EUA. O prêmio é atribuído anualmente aos melhores trabalhos em níveis de graduação, mestrado e doutorado. As inscrições podem ser feitas no site www.fulbright.org.br. Este ano, a melhor monografia vai ganhar o prêmio de US$ 1.5 mil; a melhor dissertação de mestrado, US$ 2 mil; e a melhor tese de doutorado, US$ 4 mil.
Os trabalhos devem ser inéditos, em português e abordar os aspectos da realidade dos EUA. Importante ressaltar que somente trabalhos defendidos até o dia 31 de dezembro de 2011 serão aceitos.

5 de agosto de 2012

Metodologia e Pesquisa


Metodologia → esta palavra é composta por três vocábulos gregos: metà (mais além), odòs (caminho) e logos (estudo). Portanto, “um caminho de estudo que vai mais além”. Mais além de onde a ciência está, de onde eu estou. Pode-se dizer, então, que tratamos de procedimentos de pesquisa que permitem alcançar algum resultado em uma determinada ciência, ou, ainda, da arte de guiar o espírito na investigação da verdade.

Pesquisa → ação de fazer diligências para descobrir algo. Realização de atividades teóricas e empíricas de modo sistemático com a intenção de produzir conhecimento novo. Busca de conhecimento ou de soluções para certos problemas. Realização de métodos teóricos e empíricos (captados pelos órgãos dos sentidos) de modo sistematizado.

30 de julho de 2012

Apanhado de artigos sobre Educação Superior Jurídica


- A crise do Ensino Jurídico: mitos e perspectivas – Anderson Orestes C. Lobato
Resumo: A crise do ensino jurídico é facilmente identificada pelo alto número de reprovações no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. A média de 70% de reprovação no Estado do Rio Grande do Sul tem sido uma constante e representa uma frágil formação jurídica obtida nos cursos de Direito. O Conselho Federal da OAB publicou em 2001 um retrato dos cursos jurídicos no Brasil, finalizando com uma lista de cursos que recomenda. No Rio Grande do Sul, apenas quatro cursos foram recomendados. Contudo, a carreira jurídica continua a despertar vocações e a oferta de novos cursos continua crescendo. Será preciso conciliar a grande procura pela carreira jurídica com os padrões de qualidade do ensino do Direito.


- A docência de ensino superior no Direito: um caminho para a efetivação dos direitos fundamentais – Germano Schwartz
"Em todo o semestre que se inicia costumo lançar uma pergunta a meus alunos de graduação: qual o objetivo de vocês, no Direito, após a conclusão do curso? A maioria esmagadora pende para os “concursos”. Quando questionados qual, dizem: “qualquer um”. Grande parte deles respondem baseados não no aspecto vocacional e sim na recompensa (financeira) que terão com a aprovação. Nada mais normal."

- Degradação da docência em direito – Evandro Carvalho
O vice-diretor da graduação da FGV DIREITO RIO, Evandro Carvalho, escreveu artigo para o Correio Braziliense sobre a importância do cargo de professor universitário ser preenchido com base em critérios exclusivamente acadêmicos. Na reportagem o professor aponta pesquisas comprovando que o poder político, em detrimento do saber jurídico, prevalece nos principais espaços acadêmicos brasileiros e que a estrutura do Judiciário é fechada para o acesso de certos grupos, contrariando princípios republicanos e democráticos previstos na Constituição Federal. 

- Lucubração crítica acerca do ensino jurídico – João Ademar de Andrade Lima
"Há urgente necessidade de implantação no ensino superior e particularmente nos cursos de Direito de uma educação para a compreensão no ato de ensinar, formando homens e mulheres cônscios de seus deveres, do cumprimento da norma, mas plenos de reflexividade, compreensão e, sobretudo, comprometimento com a construção de uma nova forma de conhecer e interpretar o mundo a sua volta."

- Técnicas pedagógicas para a docência nos cursos de bacharelado em Direito – Euclydes Guelssi Filho

"Ainda hoje o professor de Direito emerge de outras atividades profissionais, tomando o magistério superior como uma atividade complementar ou secundária. Por isso é que a docência jurídica é exercida, basicamente, por profissionais liberais que, de repente, fizeram-se professores."

6 de julho de 2012

Formas (ou tipos) de Conhecimento Humano: breve introdução


Muitos séculos atrás, Aristóreles já afirmava: “todos os homens, por natureza, desejam conhecer”. Se procurarmos nos dicionários o significado da palavra conhecimento, encontraremos definições como: ideia, noção, informação, saber, instrução e perícia. Todavia, nada melhor do que recorrer aos gregos para uma contextualização mais profícua. Segundo Saviani (2000, p. 19),

Em grego, temos três palavras referidas ao fenômeno do conhecimento: doxa, sofia e episteme. Doxa significa opinião, isto é, o saber próprio do senso comum, o conhecimento espontâneo ligado diretamente à experência cotidiana, um claro-escuro, misto de verdade e de erro. Sofia é a sabedoria fundada numa longa experiência de vida. É nesse sentido que se diz que os velhos são sábios e que os jovens devem ouvir os seus conselhos. Finalmente, episteme significa ciência, isto é, o conhecimento metódico e sistematizado.

O homem, ao buscar compreender seu entorno e apreender certas realidades, produz conhecimento. Melhor dizendo, conhecimento é o produto das relações humanas com a natureza (realidade natural) e com os próprios homens (realidade social). E, ao juntarmos a realidade natural com a realidade social, teremos a chamada prática social.
Ao longo de sua história, o homem sempre procurou entender o mundo ao seu redor. Assim, da incompreensão passou para o misticismo e, mais recentemente, começou a buscar respostas que pudessem ser comprovadas.
A busca pelo conhecimento envolve três elementos: o sujeito cognoscente (que busca compreender, conhecer), o objeto do conhecimento (um objeto de estudo) e o conhecimento. Esse conhecimento, que é resultado das práticas sociais, pode ser de duas formas ou tipos, conforme veremos a seguir:

a) Senso comum (conhecimento popular): o senso comum é o conhecimento do povo, o acúmulo de tradições e experiências de vida. Alguns julgam esse tipo de conhecimento como sendo acrítico e superficial em sua abordagem, outros o veem como uma importante forma de captação da realidade. Todavia, é uma forma de conhecimento falível e inexata, conformando-se com a aparência.

b) Mitológica: o conhecimento através de fábulas e lendas. Trata-se de um relato fantasioso que procura explicar algum fato da vida ou fenômeno da natureza apelando para divindades.

c) Mágico: crença na possibilidade de produzir efeitos não naturais. Não há consenso entre os autores acerca dessa forma de conhecimento. Magia, bruxaria, esoterismo.

d) Teológica (religiosa): essa forma de conhecimento está apoiada em doutrinas ditas sagradas, baseadas na crença da existência de Deus e outras entidades. Está fixada no dogma, na verdade irrefutável (ao contrário da ciência). Embora seja sistemático, não é verificável.

e) Filosófico: reflexão humana, raciocínio lógico. É fundamentado na razão, no discernimento entre o que é certo e o que é errado. Trata-se de um conhecimento valorativo, racional, exato e infalível (pois suas hipóteses não podem ser verificadas).

f) Artístico e literário: forma de cognoscibilidade proporcionada pela arte. O objeto é interpretado pela sensibilidade do artista e então traduzido em uma obra. Criatividade, imaginação, habilidade.

g) Ideológico: objetiva legitimar um ponto de vista, incutir um posicionamento em outros. Justificador, legitimador.

h) Científico: conhecimento sistemático caracterizado pela análise, explicação, justificação, etc. Investigação metódica, rigorosa. Lida com fatos (é real), pode ser verificada, é falível (não é definitiva) e aproximadamente exata (pode ser alterada). Não existem verdades absolutas. Todo enunciado científico pode vir a ser alterado (o conhecimento não é estático). A produção do conhecimento científico sempre está baseada em procedimento metodológicos estruturados (método científico).

Referências:
AYALA, Eduardo J. Z. Fundamentos da pesquisa em educação: prolegômenos. Santa Maria: Edição do Autor, 2012.
COSTA, Marco Antonio F. Da; COSTA, Maria Barrozo da. Projeto de Pesquisa: entenda e faça. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. 7. ed. Campinas: Autores Associados, 2000.